This site is also available in English.
    Voltar ao blog

    Como preparar loja virtual para a Black Friday sem cair à meia-noite

    Por Oh, snap!

    Preparar loja virtual para a Black Friday é menos sobre servidor gigante e mais sobre uma lista de checagens que cabe em duas tardes nas semanas anteriores: saber se a loja carrega hoje e como você descobriria se parasse, conhecer o limite do plano de hospedagem, conferir se domínio e SSL vencem no meio da temporada, testar o checkout com Pix, boleto e cartão, congelar atualizações na última semana e decidir quem recebe o alerta à meia-noite. A mesma lista serve para a Black Friday de novembro, para o Natal logo depois e para o Dia do Consumidor em março. Aqui vai, na ordem.

    Preparar loja virtual para a Black Friday é preparar uma padaria na véspera de Natal

    No resto do ano a padaria do bairro vende pão francês num ritmo tranquilo, e se o forno demora dez minutos a mais ninguém percebe. Na véspera de Natal a fila dobra a esquina, todo mundo quer panetone e rabanada ao mesmo tempo, e o forno que dava conta em fevereiro não dá conta em dezembro. A sua loja à meia-noite da Black Friday é essa padaria. E padaria nenhuma descobre na véspera que o gás acabou: o padeiro confere tudo semanas antes, com uma lista rabiscada na parede.

    Passo 1: abra a padaria vazia (a sua linha de base)

    Com a loja tranquila, confirme o básico:

    • Ela carrega? Abra pelo celular usando dados móveis, não o Wi-Fi de casa, e navegue como cliente: home, categoria, produto, carrinho.
    • Ela demora? Se você se impacienta esperando, o cliente já foi embora.
    • Como você descobriria se ela parasse? Se a resposta é "algum cliente avisaria no Instagram" ou "eu veria nas vendas", você não tem um jeito de descobrir; você tem sorte.

    O terceiro item é o que quase todo mundo pula. Um monitor de uptime testa a sua loja em intervalos curtos, o dia inteiro, e avisa no momento em que ela para de responder. É a diferença entre ter um termômetro no forno e esperar o cheiro de queimado.

    Passo 2: quanto pão o seu forno assa por hora (limites da hospedagem)

    Todo plano de hospedagem tem um teto, mesmo quando não aparece em letras grandes: acessos simultâneos, CPU, memória, transferência mensal. Na Black Friday ele é a primeira parede que aparece.

    1. Descubra os limites reais do seu plano no painel ou na documentação. Se não achar, pergunte ao suporte por escrito.
    2. Pergunte se existe upgrade temporário. Muitos provedores deixam subir de plano por algumas semanas e voltar depois. É alugar um segundo forno só para dezembro, em vez de reformar a padaria inteira.

    Puxe essa conversa em outubro, não na noite do evento, quando o suporte deles também está lotado.

    Passo 3: alvará em dia (domínio e SSL)

    Padaria com alvará vencido não abre, por mais bonito que esteja o panetone na vitrine. Se o domínio ou o certificado SSL vence no meio da temporada, o estoque não importa.

    • Domínio. Consulte a data exata de renovação no registro.br (para .br) ou no seu registrador. Se cair entre novembro e janeiro, renove agora e ative a renovação automática com um cartão que não vença este ano.
    • Certificado SSL. Se for automático (Let's Encrypt ou o da hospedagem), confirme que a renovação realmente funciona, e não só que está "configurada". Certificado vencido coloca um aviso vermelho de segurança na frente do botão de comprar.

    Passo 4: teste o balcão (pagamento e checkout)

    Não adianta a vitrine carregar se o balcão trava na hora de passar o cartão. O checkout é o caminho com mais peças de terceiros da sua loja: gateway de pagamento, cálculo de frete, cupom, e-mail de confirmação.

    Percorra o caminho inteiro com cada forma de pagamento: Pix (o QR code aparece e o pagamento confirma?), boleto (gera certo, com vencimento que faz sentido?), cartão parcelado. Confira que o cupom da campanha aplica, que o frete calcula com CEP de outro estado e que o e-mail de confirmação chega.

    Passo 5: não troque a receita na véspera (congele as atualizações)

    A última semana não é hora de atualizar plugin, trocar tema, migrar de hospedagem nem "aproveitar" para instalar aquele app novo. Cada mudança pode quebrar algo que funcionava, e você não vai ter tempo de descobrir o quê.

    Marque uma data de congelamento, avise quem mexe na loja (mesmo que seja só você e a sua sócia) e respeite. Depois disso só se mexe em conteúdo: banner, preço, estoque. Nada de código, nada de plugin, nada de deploy.

    Passo 6: a plaquinha na porta (página de status)

    Se algo cai no meio da promoção, a pergunta de todo mundo será a mesma: "caiu ou é a minha internet?". Uma página de status pública responde de uma vez, sem você repetir a mesma mensagem trinta vezes no direct enquanto tenta consertar. Prepare a página antes, com o seu domínio e o seu logo, e deixe pronto o texto: "Estamos com problema no pagamento, já estamos resolvendo, seus pedidos estão seguros". Em crise, escrever bem é a primeira coisa que vai embora.

    Passo 7: quem acorda com o despertador à meia-noite

    A parte desconfortável e a mais importante: se a loja cair à 1h da manhã, quem descobre, e por onde? Um e-mail de alerta à 1h é um e-mail lido às 8h. Decida antes:

    • Quem recebe o alerta. Uma pessoa com nome, não "a equipe".
    • Por qual canal. O que você realmente olha de noite. No Brasil isso quase sempre quer dizer WhatsApp; o SMS é o reserva que funciona mesmo sem dados.
    • O que fazer ao receber. Três passos anotados no celular: olhar o painel da hospedagem, olhar a página de status do provedor, publicar na sua.

    Aqui vale muito o monitor saber a diferença entre alarme falso e queda de verdade. O OhSnap, por exemplo, confere duas vezes antes de avisar: se a loja não responde uma vez por uma oscilação de rede e responde na segunda, ele não te acorda. Alerta que toca às 3h à toa é alerta que você começa a ignorar, e o que você ignora pode ser o de verdade. É a diferença entre a fumaça normal do forno e o cheiro de queimado.

    Passo 8: a fornada de teste (o ensaio)

    Nenhuma padaria lança um panetone novo sem uma fornada de teste. Uma ou duas semanas antes, faça um pedido completo, como um cliente que chegou por um anúncio: entre pelo link da campanha, aplique o cupom, pague com um método real (dá para estornar depois) e confira se o e-mail chegou, se o pedido apareceu no painel e se o estoque baixou.

    Depois, derrube algo de propósito. Coloque a loja em manutenção por uns quinze minutos (com verificações a cada 5 minutos, cinco não bastam) e observe: o alerta chegou? Para quem? Em quanto tempo? É muito melhor descobrir que o telefone estava errado numa terça de outubro do que à meia-noite da Black Friday.

    Quanto custa cada hora fora do ar? Faça com os seus números

    Não vamos te dar uma porcentagem do mercado, porque a sua loja não é o mercado. Faça a conta com o que é seu: quanto você vende numa hora normal? Quantas vezes mais espera vender na hora de pico da promoção? Multiplique pelas horas que levaria para descobrir a queda e resolver. A nossa calculadora de custo de downtime faz a operação em um minuto, em reais.

    O que quase sempre sai é que o prejuízo grande não é a queda, mas o tempo em que ninguém sabe. Quatro minutos com alerta imediato são história para contar no churrasco; a mesma queda descoberta às 7h pelas vendas zeradas é uma temporada perdida. Para uma loja virtual em época de pico, saber a tempo é quase tudo.

    Os passos 1 e 7 dão para resolver hoje, sem gastar nada: o plano grátis do OhSnap inclui 5 monitores com verificações a cada 5 minutos e alertas por e-mail e SMS, o suficiente para vigiar a loja e o checkout daqui até o Natal. Se quiser verificações a cada 30 segundos, alerta no WhatsApp e página de status, o plano Unlimited custa 6,99 dólares por mês, sem surpresa na fatura. A fila só dobra a esquina uma vez por ano. Não deixe o forno frio justo nessa noite.

    Comece a monitorar em 30 segundos

    Grátis em até 5 sites. Sem cartão de crédito.